O MAQUINISTA MASOQUISTA
Uma experiência de bestialhismo lhâmico
Chico Kleber
O maquinista masoquista
conduzia um trem dadaísta,
com um poeta surrealista
e uma lhama existencialista
pelos Antares, Andes,
em tropeço fonético, frenético .
Nos trilhos do bestialhismo lhâmico,
um filósofo esquizofrênico
vendia passagens para o infinito
num guichê intergaláctico.
Chico-chico, chico-chico…
Lá vai o trem do infinito,
levando um poeta esquisito,
bipolar,
que descarrilou do escrito!
Na curva da metafísica,
descarrilou a linguística!
E a lhama, toda aflita,
gritou:
— CHICO, CHICO, CHIQUITA!
Chico-chico, chico-chico…
E ninguém sabia
se o trem estava partindo
ou se era o mundo inteirinho
que estava fugindo.

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